Meu sofrer
A muito tempo, sim, não te escrevo
são golpes, são espinhos, são lembranças.
O céu púbere e profundo ajunta nuvens de fogo
Ó! céu de pedra, vigilante das esferas
o pássaro profeta cantou
ao sopro da figuração noturna,
e este amor que é mesmo pouco,
para a crueldade existente.
Do lado dos mortos a um lago que dança,
arma e desarma o braço do destino.
Do corpo foge meu espirito,
rua de monstros floridos,
sobre o piano um candelabro aberto.
Tu conheces amigo minha caveira,
esta jaula de janelas cinzas.
Apenas morrendo serei feliz.
por: Nayara corrêa
2002
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